sexta-feira, 7 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Epistemologia!!!
A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento (daí também se designar por filosofia do conhecimento). Ela se relaciona ainda com a metafísica, a lógica e o empirismo, uma vez que avalia a consistência lógica da teoria e sua coesão fatual, sendo assim a principal dentre as vertentes da filosofia (é considerada a "corregedoria" da ciência). Sua problematização compreende a questão da possibilidade do conhecimento: Será que o ser humano conseguirá algum dia atingir realmente o conhecimento total e genuíno, fazendo-nos oscilar entre uma resposta dogmática ou empirista? Outra questão abrange os limites do conhecimento: Haverá realmente a distinção entre o mundo cognoscível e o mundo incognoscível? E finalmente, a questão sobre a origem do conhecimento: Por quais faculdades atingimos o conhecimento? Haverá conhecimento certo e seguro em alguma concepção a priori?
Há ainda outras questões relativas ao conhecimento, como a apostasia da ciência de seu verdadeiro sentido e sua aproximação à outras formas de aprendizado com estruturas ilógicas e irracionais: O senso comum, a filosofia e a ciência, no mais das vezes, dão um caráter universal ao contingente, tornando-o dogmático. Assim, a ciência, que sempre julgou-se detentora única do saber, vê-se inserida em seu coexistente princípio de contradição.
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[editar] Origem
Pode-se dizer que a epistemologia se origina em Platão. Ele opõe a crença ou opinião ("δοχα", em grego) ao conhecimento. A crença é um determinado ponto de vista subjetivo. O conhecimento é crença verdadeira e justificada.
A teoria de Platão abrange o conhecimento teórico, o saber que. Tal tipo de conhecimento é o conjunto de todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo natural e social que nos rodeia. Este conhecimento consiste em descrever, explicar e predizer uma realidade, isto é, analisar o que ocorre, determinar por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para antecipar uma realidade futura.
Há outro tipo de conhecimento, não abrangido pela teoria de Platão. Trata-se do conhecimento prático, o saber como.
A epistemologia também estuda a evidência (entendida não como mero sentimento que temos da verdade do pensamento, mas sim no sentido forense de prova), isto é, os critérios de reconhecimento da verdade.
Ante a questão da possibilidade do conhecimento, o sujeito pode tomar diferentes atitudes:
- Dogmatismo: atitude filosófica pela qual podemos adquirir conhecimentos seguros e universais, e ter absoluta certeza disso.
- Cepticismo: atitude filosófica oposta ao dogmatismo, a qual duvida de que seja possível um conhecimento firme e seguro, sempre questionando e pondo à prova as ditas verdades. Esta postura foi defendida por Pirro de Elis.
- Relativismo: atitude filosófica defendida pelos sofistas que nega a existência de uma verdade absoluta e defende a idéia de que cada indivíduo possui sua própria verdade, que é em função do contexto histórico do indivíduo em questão.
- Perspectivismo: atitude filosófica que defende a existência de uma verdade absoluta, mas pensa que nenhum de nós pode chegar a ela senão a apenas uma pequena parte. Cada ser humano tem uma visão da verdade. Esta teoria foi defendida por Nietzsche e nota-se ecos de platonismo.
[editar] Estudos recentes
Segundo Lalande, trata-se de uma filosofia das ciências, mas de modo especial, enquanto "é essencialmente o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, destinado a determinar sua origem lógica (não psicológica), seu valor e seu alcance objetivo". Para Lalande, ela se distingue, portanto, da teoria do conhecimento, da qual serve, contudo, como introdução e auxiliar indispensável.
Portanto, temos que epistemologia é o estudo sobre o conhecimento científico, ou seja, o estudo dos mecanismos que permitem o conhecimento de determinada ciência.
Japiassu distingue três tipos de Epistemologia:
- a Epistemologia global ou geral que trata do saber globalmente considerado, com a virtualidade e os problemas do conjunto de sua organização, quer sejam especulativos, quer científicos;
- a Epistemologia particular que trata de levar em consideração um campo particular do saber, quer seja especulativo, quer científico;
- a Epistemologia específica que trata de levar em conta uma disciplina intelectualmente constituída em unidade bem definida do saber e de estudá-la de modo próximo, detalhado e técnico, mostrando sua organização, seu funcionamento e as possíveis relações que ela mantém com as demais disciplinas.
Segundo Trindade “todo conhecimento torna-se, devido à necessária vinculação do meio ao indivíduo que pertence ao próprio meio, um auto-conhecimento. Essa interação faz-se cogente pela gênese unívoca entre os muitos integrantes do mundo da vida, sem olvidar que o homem é um desses integrantes. [...] Ocorre, deste modo, um acoplamento estrutural entre o sistema nervoso do observador e o meio proporcionando, assim, uma mútua transformação/adaptação. O ser é modificado pelo meio ao qual o próprio ser pertence e modifica”. (2007, p. 97).
[editar] Bibliografia
- JAPIASSU, Hilton F. EPISTEMOLOGIA O mito da neutralidade científica. Rio, Imago, 1975 (Série Logoteca), 188 p.
- SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21 Ed.
- TRINDADE, André. Os direitos fundamentais em uma perspectiva autopoiética. Porto Alegre: Livraria dos Advogados. 2007.
[editar] Ver também
"conhecimento"
O tema "conhecimento" inclui, mas não está limitado, as descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são ou úteis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento é a epistemologia.Hoje existem vários conceitos para esta palavra e é sabido por todos que conhecimento é aquilo que se conhece de algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico. Contudo, falar deste tema é indispensável não abordar dado e informação.
Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não. O alfabeto russo, por exemplo, para leigos no idioma, é simplesmente um emaranhado de códigos sem nenhum significado especifico. Algumas letras são simplesmente alguns números invertidos e mais nada. Porém, quando estes códigos até então indecifráveis, passam a ter um significado próprio para aquele que os observa, estabelecendo um processo comunicativo, obtém-se uma informação a partir da decodificação destes dados. Diante disso, podemos até dizer que dado não é somente códigos agrupados, mas também uma base ou uma fonte de absorção de informações. Então, informação seria aquilo que se tem através da decodificação de dados, não podendo existir sem um processo de comunicação. Essas informações adquiridas servem de base para a construção do conhecimento. Segundo esta afirmação, o conhecimento deriva das informações absorvidas. Podemos conceituar conhecimento da seguinte maneira: conhecimento é aquilo que se admite a partir da captação sensitiva sendo assim acumulável a mente humana. Ou seja, é aquilo que o homem absorve de alguma maneira, através de informações que de alguma forma lhe são apresentadas, para um determinado fim ou não. O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade. Tanto o conhecimento como a informação consistem de declarações verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informação com um propósito ou uma utilidade.
O conhecimento não pode ser inserido num computador por meio de uma representação, pois neste caso seria reduzido a uma informação. Assim, neste sentido, é absolutamente equivocado falar-se de uma "base de conhecimento" num computador. No máximo, podemos ter uma "base de informação", mas se é possível processá-la no computador e transformar o seu conteúdo, e não apenas a forma, o que nós temos de facto é uma tradicional base de dados.
Associamos informação à semântica. Conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no "mundo real" do qual temos uma experiência directa.
O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, idéias e conceitos o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual através da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.
A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada. Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: CIENTÍFICA, PRÁTICA e TÉCNICA.
Além dos conceitos aristotélico e platônico, o conhecimento pode ser classificado em uma série de designações/categorias:
Conhecimento Sensorial: É o conhecimento comum entre seres humanos e animais. Obtido a partir de nossas experiências sensitivas e fisiológicas (tato, visão, olfato, audição e paladar).
Conhecimento Intelectual: Esta categoria é exclusiva ao ser humano; trata-se de um raciocínio mais elaborado do que a mera comunicação entre corpo e ambiente. Aqui já pressupõe-se um pensamento, uma lógica.
Conhecimento Empírico/Vulgar/Popular: É a forma de conhecimento do tradicional (hereditário), da cultura, do senso comum, sem compromisso com uma apuração ou análise metodológica. Não pressupõe reflexão, é uma forma de apreensão passiva, acrítica e que, além de subjetiva, é superficial.
Conhecimento Científico: Preza pela apuração e constatação. Busca por leis e sistemas, no intuito de explicar de modo racional aquilo que se está observando. Não se contenta com explicações sem provas concretas; seus alicerces estão na metodologia e na racionalidade. Análises são fundamentais no processo de construção e síntese que o permeia, isso, aliado às suas demais características, faz do conhecimento científico quase uma antítese do empírico.
Conhecimento Filosófico: Mais ligado à construção de idéias e conceitos. Busca as verdades do mundo por meio da indagação e do debate; do filosofar. Portanto, de certo modo assemelha-se ao conhecimento científico - por valer-se de uma metodologia experimental -, mas dele distancia-se por tratar de questões imensuráveis, metafísicas. A partir da razão do homem, o conhecimento filosófico prioriza seu olhar sobre a condição humana.
Conhecimento Teológico: Conhecimento adquirido a partir da fé teológica, é fruto da revelação da divindade. A finalidade do Teólogo é provar a existência de Deus e que os textos Bíblicos foram escritos mediante inspiração Divina, devendo por isso ser realmente aceitos como verdades absolutas e incontestáveis. A fé não é cega baseia-se em experiências espirituais, históricas, arqueológicas e coletivas que lhes dá sustentação.
Conhecimento Intuitivo: Inato ao ser humano, o conhecimento intuitivo diz respeito à subjetividade. Às nossas percepções do mundo exterior e à racionalidade humana. Manifesta-se de maneira concreta quando, por exemplo, tem-se uma epifania.
1.Intuição Sensorial/Empírica: “A intuição empírica é o conhecimento direto e imediato das qualidades sensíveis do objeto externo: cores, sabores, odores, paladares, texturas, dimensões, distâncias. É também o conhecimento direto e imediato de estados internos ou mentais: lembranças, desejos, sentimentos, imagens.” (in: Convite à Filosofia; CHAUÍ, Marilena).
2.Intuição Intelectual: A intuição com uma base racional. A partir da intuição sensorial você percebe o odor da margarida e o da rosa. A partir da intuição intelectual você percebe imediatamente que são diferentes. Não é necessário demonstrar que a “parte não é maior que o todo”, é a lógica em seu estado mais puro; a razão que se compreende de maneira imediata.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Princípios morais nas artes marciais!!
Ao longo dos anos eu tenho visitado diferentes escolas de artes marciais e percebi que os instrutores destas escolas não ensinam Princípios Morais das Artes Marciais. Nenhum deles ensina um “Código de Ética”. Porque isto ocorre? Eu tenho alunos que perguntam dos princípios morais; no que concerne à conduta correta ou errada, e ainda comentam: Moralidade não tem nada a ver com Artes Marciais? A maioria dos alunos só quer aprender formas, socar, chutar, projetar o outro. Eles não vêem ou se preocupam com os princípios morais. Eles não se dão conta de que moralidade é o fundamento que se esconde atrás destes movimentos. Como instrutores, deveríamos nos perguntar: “Se nós somos conscientes da natureza violenta que cada pessoa é capaz de desenvolver e ensinamos a estas pessoas técnicas mortais, não estaríamos treinando estas pessoas para serem armas mortais?” É claro que a resposta é “sim”. Nós, instrutores, conhecemos a violência em cada pessoa, e que as artes marciais utilizam técnicas para matar em várias partes do corpo. Neste sentido, como fazemos para controlar este comportamento violento? Lembrando os alunos que há moral envolvida, o ensino do bem e do mal do caráter humano deve controlar a violência. Esta arte mortal somente deverá ser utilizada quando você está absolutamente em uma situação de risco de vida. Então, como um instrutor ensina, ao mesmo tempo, técnicas mortais e o desenvolvimento do caráter humano? A resposta tem duas partes. Primeiro, há movimentos pré-determinados com nomes diferenciados, dependendo da arte que se estuda: formas, katas, hyung, etc... Minha definição de Forma é meditação móvel. A disciplina das Artes Marciais não só ajuda a desenvolver habilidades físicas e técnicas, mas pode auxiliar o praticante a alcançar um nível elevado de espiritualidade através da prática das formas pré-determinadas. Objetiva-se o auto desafio do praticante e o êxito de vencer a si mesmo. O princípio geral de cada Forma é que “você responde ao ataque”. O significado da definição é que cada Forma inicia-se e termina com um movimento de defesa. A Forma reforça a doutrina que você nunca ataca primeiro, e nunca ataca enfurecido. Segundo, o ensino de princípios morais nas artes marciais também pode ter êxito ao compartilhar histórias de valores morais. Isto fará com que o aluno avalie as conseqüências das ações apresentadas na história. Histórias de valores morais também ajudam a inspirar os pupilos na prática de “atitudes próprias” das artes marciais. Acredito que devemos nos esforçar para viver nossas vidas na busca do bem. Diversas pessoas apenas praticam boas ações por medo, enquanto outras se dedicam à caridade em busca de prestígio e atenção. Muitas pessoas praticam o “bem” por uma variedade de razões, mas acabam atuando como intérpretes. Nós precisamos orientar nossos pupilos a praticarem o bem apenas pela bondade. Simultaneamente ensinando-os como se defenderem sem machucar os outros. Eu descobri que um dos verdadeiros sentidos das artes marciais é o de proteger. Toda criatura viva tem o direito de crescer e se desenvolver sem a interferência de ninguém. Sou da opinião de que na busca da disciplina marcial, a pessoa também está aprendendo a proteger este direito. Por isso, sinto que ensinar o certo e errado deve ser incluído na instrução de artes marciais.
Gostaria de compartilhar algumas histórias de valor moral. O fundamento destas histórias vem do falecido Mestre Richard Kim, do Estilo de Okinawa. “Um guerreiro chamado Dao emprestou dinheiro para um pescador, chamado Ping. Dao fez uma longa viagem no dia do pagamento para a província onde Ping vivia. Ping, não podendo pagar, fugiu e tentou esconder-se do guerreiro Dao, que era conhecido por seu temperamento explosivo! Dao foi até a casa de Ping e, não conseguindo encontrá-lo, procurou-o pela cidade. Dao vasculhou toda a cidade. e não conseguindo encontrar Ping, ficou furioso. Finalmente, no crepúsculo, ele encontrou Ping escondido sob um penhasco. Furiosamente, Dao desembainhou sua espada e gritou, “O que você tem a dizer?” Ping respondeu “Antes de você me matar, gostaria de fazer uma declaração. Você pode me conceder este humilde pedido?” Dao disse, “Seu Ingrato! Eu lhe empresto dinheiro quando você precisa, com um prazo de um ano, e é assim que você me paga de volta? Fale logo antes que eu mude de idéia.” “Me desculpe” Ping disse. “O que eu gostaria de dizer, é isto; Eu apenas comecei a aprender a arte das mãos vazias, e a primeira coisa que fui ensinado é esta regra de conduta: “se sua mão avançar, segure seu temperamento; se seu temperamento avançar, segure sua mão.” Dao, o guerreiro, ficou surpreso ao ouvir isto da boca de um pescador simplório chamado Ping. Ele embainhou novamente sua espada e disse, “Bem, você tem razão. Mas lembre-se, voltarei daqui um ano, e é melhor você estar com o dinheiro para mim!” Após dizer isso, Dao voltou para casa. A noite já tinha caído quando Dao chegou em casa, e como de costume, estava para anunciar seu retorno quando percebeu que havia luz vindo da porta aberta de seu quarto. Ele observou de onde estava, e pode ver que sua esposa dormia, e ao lado dela viu a silhueta de alguém dormindo ao lado dela. Ele ficou surpreso e explodiu de raiva ao perceber que se tratava de um guerreiro. Desembainhou sua espada e sorrateiramente foi até o quarto. Levantou sua espada e estava pronto para atacar quando se lembrou das palavras do pescador Ping. “se sua mão avançar, segure seu temperamento; se seu temperamento avançar, segure sua mão.” Dao voltou para a entrada, e disse em voz alta, “Voltei para casa!” Sua esposa levantou-se, abriu a porta e veio cumprimentá-lo acompanhada de sua mãe. Sua mãe estava com as roupas de Dao. Enquanto seu filho estava viajando, ela vestiu as roupas de um guerreiro para espantar possíveis intrusos. O ano passou rapidamente, e chegando o dia da cobrança, Dao fez a longa viagem novamente. Desta vez Ping, o pescador, o estava aguardando. Quando Dao aproximou-se da casa de Ping, Ping correu e disse, “Tive um bom ano. Aqui está o quanto lhe devo, e mais um adicional. Não sei como lhe agradecer.” Dao colocou sua mão nos ombros do pescador e disse, “Por favor, fique com o dinheiro. Você não me deve nada. Sou eu quem deve a você!” A busca pelo auto-aperfeiçoamento deve ser mais importante para o artista marcial que seu desenvolvimento físico ou técnico. As Formas estão sempre ensinando ao praticante. Um praticante sempre deve ir a uma “verdadeira” escola de artes marciais, que esteja sob a atenta supervisão de um instrutor cuja função seja guiar o pupilo na direção correta. No entanto muitos praticantes acreditam que as Formas são desprovidas de sentido. Talvez isso ocorra porque seu primeiro contato com as artes marciais tenha se dado através de técnicas e luta física. Onde falta a moralidade das artes marciais neste caso, é na ausência de disciplina. Sem disciplina, uma pessoa não atingirá sucesso na vida.
“Havia um homem – vamos chamá-lo de Yao . Yao começou a treinar artes marciais com o desejo de se tornar temido por todos os outros artistas marciais. Ele logo percebeu que não havia atalho para se tornar um mestre”. Desencorajado pelo constante treinamento de Formas, Yao perguntou a seu Mestre “quando aprenderemos algo diferente? Estou aqui a bastante tempo, e tenho praticado Formas todos os dias!” Como seu Mestre não respondou, Yao foi até o assistente do Mestre e fez a mesma pergunta, e obteve a seguinte resposta: “Praticar Formas afia a mente, e é melhor “raspar” a mente que sua cabeça. Entende?” Yao não entendeu, e em protesto, saiu da escola para adquirir renome como o melhor lutador de rua da região. Ele era robusto, e tornou-se um lutador cruel. “Uma luta por noite!” era o lema de Yao, e com frequência ele dizia, “Não tenho medo de ninguém!” Uma noite, Yao observou um estranho caminhando calmamente ao longo de uma parede de pedra. Yao ficou incomodado ao ver alguém com tamanha confiança. Ele correu pela estrada e esperou o homem passar. Quando o estranho estava para passar, Yao saltou e desferiu um soco, mas o estranho se esquivou e pegou o braço de Yao. Enquanto o estranho puxou Yao em sua direção, ele calmamente olhou nos olhos de Yao. Yao tentou se soltar, mas não conseguiu. Pela primeira vez em sua vida, Yao sentiu uma estranha emoção – o medo da derrota. Quando o homem soltou Yao, Yao correu, mas enquanto corria olhou de soslaio para trás, e viu o estranho calmamente seguir seu caminho, como se nada tivesse acontecido. Yao posteriormente descobriu que aquele homem era um Mestre de Formas – movimentos previamente combinados; um artista marcial que nunca em sua vida havia participado de uma luta real.”” A prática constante de Formas requer disciplina, dedicação, desejo, enorme trabalho, paciência e compreensão de detalhes, apenas para tornar-se proficiente. A busca de maestria requer ainda mais. Toda vez que alguém executa uma Forma, o primeiro e o último movimento são sempre defensivos. Sempre deve ser frisado que não há vantagem em atacar primeiro. As Formas também oferecem outra vantagem. Em esportes, existem adversários físicos. Sem um oponente, conjunto de regras, juízes etc, NÃO há desafio. Praticar uma forma não deve ser como praticar um esporte!
“Durante um amanhecer, os moradores de uma calma rua em um vilarejo Chinês agitaram-se ao ouvir gritos de homens furiosos e os gemidos de um homem sofrendo. As pessoas saíram de suas casas e encontraram a fonte do alvoroço. Eles pararam e viram sete grandes estrangeiros bêbados batendo em um aldeão da vila. O aldeão estava no chão, sangrando.” “Por favor, me ajudem!”, o homem machucado gritou. Ninguém do povoado fez sequer um movimento para ajudar o homem. Estavam todos com medo dos estrangeiros, e observavam impotentemente enquanto os bêbados estrangeiros continuavam a bater no aldeão. Repentinamente alguém empurrou os bêbados, e levantou o homem machucado e levou-o para a multidão, dizendo “Levem este homem para o hospital, rápido!” Então voltou e encarou os sete bêbados estrangeiros. Os bêbados explodiram em uma fúria de frustração e atacaram o homem. Eles o socaram e empurraram, extravasando sua hostilidade e raiva neste homem, que consideraram um estraga-prazeres. Tentaram como puderam derrubar e nocauteá-lo para poderem chutá-lo, mas o homem não caía. Sangue saiu do seu nariz, e um pouco pelo canto da boca, mas fora isso, ele estava incólume. Ele ficou em pé calmamente, apenas observando os sete homens batendo em seu corpo. “Porque ele não ataca também?” Perguntou um dos aldeões. Era óbvio que o homem podia resistir os socos. “Eles podem atacar uma árvore de carvalho, pelo dano que estão causando. Estão como crianças correndo em torno de um adulto”, os aldeões murmuram entre eles. Um a um, os bêbados perceberam que não estavam conseguindo nenhum progresso em atacar aquele homem. Subitamente perceberam que a graça tinha acabado. O homem sorria, como se dissesse “agora crianças, não acham que é hora de ir para casa?” Os sete bêbados estrangeiros pararam de socar e lentamente se afastaram do homem. Eles não conseguiam tirar os olhos dele. O medo se instalou. Eles olharam para a multidão e subitamente entraram em pânico, e fugiram. O homem, que resistiu ao espancamento dos sete bêbados, calmamente limpou o sangue do seu nariz e rosto, e voltou-se para a multidão. Fez uma reverência e calmamente foi embora. Na multidão, um jovem que observou a tudo virou-se para um ancião e disse “Mestre, eu reconheço este homem. Ele também, é um Mestre de Artes Marciais. Ele poderia ter vencido os sete bêbados. Me pergunto porque ele os deixou bater daquela forma.” O Mestre respondeu, “você acaba de testemunhar um exemplo de moralidade das artes marciais. Ele sabia que os bêbados poderiam ter matado o pobre homem que estavam inicialmente atacando, e ele permitiu que os bêbados batessem nele para extravasar a raiva, pois ele agüentaria seus ataques.”” Aquele que consegue conquistar a si mesmo com sucesso, é o maior guerreiro. Este é considerado o mais alto dos objetivos para um artista marcial alcançar. Eu sempre sou inspirado por histórias que ensinam conduta moral, e espero que essas poucas histórias que compartilhei com vocês também os inspirem a ensinar a seus pupilos os princípios morais das artes marciais junto com os aspectos técnicos e físicos da disciplina da arte marcial.terça-feira, 27 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Alimentação para maximizar a performance...
A nutrição tem um papel importante no desempenho atlético. Porém, muitas pessoas ativas não têm uma dieta que as ajudem a maximizar sua performance. Sem uma nocão básica de nutrição, engolir um comprimido parece mais fácil do que planejar um cardápio balanceado.. Na realidade, não há comprimido ou porção que possa melhorar sua performance, mas a ingestão adequada de alimentos e líqüidos ajuda e muito a aumentar a capacidade e resistência do organismo.
Ingerir a quantidade adequada de calorias é um dos pontos-chave para uma dieta ergogênica ou que melhore a performance, satisfazendo as necessidades de macro-nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras) e micro-nutrientes (vitaminas e minerais). Com poucas calorias, você se sentirá fraco e fatigado e, conseqüentemente, ficará mais suscetível a lesões.
Cada refeição deve conter um equilíbrio de proteínas e carboidratos necessários para que você retire o máximo de desempenho nas suas sessões de treino. O corpo necessita de qualidade de combustível para fornecer energia.
A partir de agora, imagine seu prato de comida dividido por três. Uma parte deve ter uma fonte de proteína de baixa gordura (carne, frango ou peixe), outra deve ser constituída de carboidratos (pães, massas, cereais, grãos e frutas) e a última porção, deve ter vegetais ricos em fibras (legumes e verdures).
A água é a ajuda ergogênica final, porém como o organismo tem um mecanismo de sede ruim, você deve beber água antes de sentir sede, pois a sede é um sintoma de que o organismo já está desidratado e portanto, sua performance será prejudicada.
Na luta, o momento certo para se hidratar, seria várias vezes durante o dia e logo após os treinos, mas nunca durante. Para que você se hidrate corretamente e leve mais energia para seus músculos (afinal, 70% deles são constituídos de água) faça o seguinte: multiplique seu peso corporal por 45 (somente atletas, lutadores), as demais pessoas por 38 e então você saberá quanto deverá ingerir de água diariamente. Por exemplo: um lutador que pesa 85 kg, deve tomar 3,8 litros.
Depois do exercício, reponha cada 0,5 kg perdido durante a atividade física com pelo menos dois copos de líqüídos.
Esta simples formula lhe dará, com certeza, um melhor rendimento nos treinos e também a recuperação adequada ao corpo nos períodos de descanso.
CURIOSIDADE: 500 ML DE AÇAÍ, EQUIVALEM, CALORICAMENTE, A CINCO PRATOS DE MACARRONADA!!
domingo, 18 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
REFLEXÕES E ENSINAMENTOS DO BUDISMO!!!
Budismo 21
Falar sobre o budismo no sec. XXI
19/02/2008
A MENTE PODE SER MUDADA(2ª parte)
teremos de enfrentar problemas e obstaculos á realizaçao dos nossos objectivos.Quando perdemos a esperança e nos desencorajamos,reduzimos a nossa capacidade para enfrentar as dificuldades.Se nos lembrar-mos de que nao somos os unicos a sofrer e que todos têm que enfrentar o sofrimento ,esta perspectiva mais realista reforça em nos a determinaçao e a capacidade para vencer os problemas.Quando nos lembramos do sofrimento alheio e sentimos compaixao torna-se mais facil gerir o nosso proprio sofrimento.Na verdade ,graças a esta atitude,cada novo obstaculo é visto como uma oportunidade para aperfeiçoar a mente e aprofundar a compaixao.Cada nova experiencia pode ajudar-nos a ser mais compassivos,ou seja, a desenvolver uma verdadeira empatia pelo sofrimento alheio e o desejo de poder alivia-lo.Em consequencia disto,a nossa serenidade e força interior aumentarao.
(S.S. Dalai lama)
31/10/2007
A MENTE PODE SER MUDADA (1ª parte)
Aquilo a que chamamos mente mostra-se por vezes muito resistente á mudança.É necessaria muita persistencia e convicção para tornar a nossa mente flexivel e honesta.Temos de reconheçer que necessitamos mudar para a nossa mente mudar.Aspiraçoes e preces não chegam para fazer mudar a mente.Precisamos da razão,a razão profundamente enraizada na nossa experiencia pessoal.Mas não pensem que a mente muda do dia para a noite.Os velhos habitos e a velha maneira de funcionar resistem ás soluções rapidas,mas com persiste e convicção baseadas na razão pode-se mudar a nossa atitude mental
16/06/2007
As Três Jóias
A raiz da palavra buda significa despertar, tomar conhecimento, compreender. E aquele que desperta e compreende é chamado de Buda. Simplesmente isso! A capacidade de despertar, de compreender e amar é chamada de natureza de Buda. Quando os budistas dizem: eu refugio-me em Buda, eles estão confiando na sua própria capacidade de compreender, tornar-se despertos. No budismo existem 3 jóias preciosas: Buda, aquele que está desperto; Dharma, o caminho da compreensão e do amor; Sangha, a comunidade que vive em consciência e harmonia. As três são interligadas, e às vezes é difícil distinguir uma da outra. Todos nós temos a capacidade de despertar, compreender e amar. Assim, em nós mesmos encontramos Buda e também Dharma e Sangha. Buda foi aquele que desenvolveu seu entendimento e amor ao mais alto nível.
Compreensão e amor não são duas coisas, mas uma só. Para desenvolver a compreensão é necessário que se exercite olhar para todos os seres vivos com olhos de compaixão. Quando você compreende, você ama; e quando você ama, age naturalmente, de tal forma que alivia o sofrimento alheio.
Aquele que está desperto, que sabe, que compreende, é chamado de buda. Ele existe em todos nós. Podemos nos tornar despertos, compreensivos e também amorosos.
Há 2.500 anos atrás existiu uma pessoa que praticou isso de tal forma que seu entendimento e amor tornaram-se perfeitos, e todos no mundo reconheceram isso. Seu nome era Siddhartha. Ele era muito jovem ainda quando começou a ver que a vida contém muito sofrimento; que as pessoas não amam umas às outras; não se compreendem suficientemente. Deixou então o seu lar e foi para a floresta praticar meditação, respiração e sorriso. Ele se tornou monge e praticou a fim de desenvolver seu despertar, sua compreensão e amor no mais alto nível.
Quando dizemos: Eu refugio-me em Buda, deveríamos entender também: Buda se refugia em mim; porque sem a segunda parte, a primeira não é completa. Buda necessita de nós para que o despertar, o amor e a compreensão possam se tornar reais e não meros conceitos. Essas coisas devem ter efeitos concretos na vida. Sempre que eu digo: Eu me refugio em Buda, ouço: Buda se refugia em mim. Nossa tarefa é muito importante: realizar o estado desperto, realizar a compaixão, realizar o entendimento.
Todos nós somos Budas, porque só através de nós é que a compreensão e o amor se tornam tangíveis e efetivos.
Buddhakaya em sânscrito significa corpo de Buda. Para o budismo ser real é necessário que haja um buddhakaya, ou seja, uma personificação da atividade desperta. De outra forma o budismo é apenas uma palavra. Shakyamuni Buda era um buddhakaya. Ao realizar o ato de despertar, compreender e amar cada um de nós é buddhakaya.
A Segunda jóia é o Dharma, isto é, o que Buda ensinou. É o caminho da compreensão e amor: como entender, como amar, como transformar essas coisas numa realidade. Antes de morrer, Buda disse aos seus discípulos: "Meus caros, meu corpo físico não estará mais aqui amanhã, mas o corpo do meu ensinamento estará sempre aqui para ajudá-los. Considerem-no como seu mestre, um mestre que jamais se separa de vocês.
Esse foi o nascimento do Dharmakaya. O Dharma tem um corpo, o corpo dos ensinamentos ou o corpo do Caminho. Dharmakaya significa apenas Os Ensinamentos de Buda, a forma de realizar a compreensão e o amor.
Qualquer coisa pode ajudar a despertar a natureza búdica. Quando estou só e algum pássaro me chama, retorno a mim mesmo, respiro e sorrio e, às vezes, ele volta a me chamar. Então sorrio e respondo: - Já estou ouvindo-o. Não só os sons como também as paisagens podem relembrá-los de retornarem a si mesmos. Ao abrir a janela de manhã e ver a luz inundar o ambiente, você pode reconhecer isso como a voz do Dharma, e isso se torna parte do Dharmakaya. Essa é a razão por que as pessoas despertas vêem a manifestação do Dharma em todas as coisas. Num seixo, num bambu, no choro de uma criança, qualquer coisa pode ser a voz do Dharma chamando. Nós devíamos ser capazes de praticar dessa forma.
Um mestre também é parte do Dhamakaya, porque ele ou ela nos ajuda a despertar. Sua aparência, sua forma de viver o dia-a-dia, sua forma de lidar com as pessoas, animais, plantas, nos ajudam a atingir o entendimento e o amor em nossa vida. O Dharmakaya não é expresso só por palavras, por sons. Pode expressar-se simplesmente sendo. Às vezes ajudamos mais quando não fazemos nada do que quando fazemos muito. Chamamos isso de não-ação. Esse é também um dos aspectos do Dharmakaya: sem falar, sem ensinar, apenas sendo.
Sangha é a comunidade que vive consciente e em harmonia. Sanghakaya é um novo termo em sânscrito.
A Sangha também precisa de um corpo. Quando você está com sua família e pratica a respiração e o sorriso, reconhecendo o corpo de Buda em você e em seus filhos, então sua família se torna Sangha. Um amigo, nossos filhos, nosso irmão ou irmã, nosso lar, as árvores do nosso pátio, tudo isso pode ser parte do nosso Sanghakaya.
A prática do budismo, a prática da meditação é para a pessoa se tornar serena, compreensiva e amorosa.
Desta forma trabalhamos pela paz de nossa família, de nossa sociedade. Se olharmos mais de perto, veremos que As Três Jóias são, na verdade, uma. Em cada uma delas as outras duas estão presentes. Em Buda existe o estado búdico, existe o corpo de Buda. Em Buda existe o corpo do Dharma, porque sem este ele não poderia se tornar Buda. Em Buda está o corpo da Sangha, porque ele fez seu jejum junto à árvore Bodhi, a outras árvores e pássaros da região. Num centro de meditação temos um corpo de Sangha, Sanghakaya, porque ali é praticada a compreensão, a compaixão. Assim, o corpo do Dharma, o Caminho e os Ensinamentos estão presentes. Mas os ensinamentos não podem tornar-se uma realidade sem a vida e o corpo nossos. De forma que Buddhakaya também está presente. Se Buda e Dharma não estiverem presentes, não existe Sangha. Sem você, Buda não é uma realidade, mas apenas uma idéia.
Sem você, o Dharma não pode ser praticado. Precisa de alguém para poder ser praticado. A Sangha não pode existir sem cada um de vocês. Por isso, quando dizemos: Eu me refugio em Buda, ouvimos também: Buda se refugia em mim. Eu me refugio no Dharma.
O Dharma se refugia em mim. Eu me refugio na Sangha. A Sangha se refugia em mim.
15/06/2007
Os budistas são vegetarianos?
Não necessariamente. As tradições chinesa, coreana e vietnamita enfatizam a prática do vegetarianismo como complemento ao preceito de não matar. Nas outras tradições budistas, o vegetarianismo não é uma regra geral. De fato, até mesmo os vegetarianos causam indiretamente a morte de pequenos animais nas colheitas. Como acto de compaixão, os budistas dedicam o mérito de suas práticas a todos os seres.
Os budistas são idólatras?
Não. As imagens budistas representam o estado iluminado do Buda; as escrituras representam os seus ensinamentos; e os templos e praticantes representam a comunidade budista. Estas represetações simbólicas servem de foco para a gratidão dos praticantes às Três Jóias. Os gestos, reverências, oferendas e recitações não são direcionadas aos objetos em si, mas sim para o que eles representam.
17/08/2006
Budismo e Vegetarianismo
Por que os animais sofrem?
- ..."Não acuse a natureza desta injustiça sem igual. Não busque em vão os efeitos kármicos para explicar a crueldade, pois Tenbrel Chugnyi (ligação causal, Nidâna) nada lhe ensinará. É o indesejável advento do Peling (estrangeiro cristão), cujos três deuses ferozes se recusam a prover proteção aos fracos e pequeninos (animais) responsável pelos incessantes sofrimentos de partir o coração dos nossos companheiros mudos"...
- P. É possível para quem ama os animais, como eu, aprender a obter mais poder do que aquele que tenho para ajudá-los em seus sofrimentos?
R. O genuíno AMOR altruísta, combinado com a VONTADE, é um "poder" em si mesmo. Os que amam os animais deveriam demonstrar esta afeição de uma maneira mais eficiente do que cobrir os seus animais de estimação de fitas e enviá-los para uivar e arranhar numa feira de exposição para premiação.
_____ P. Por que os animais mais nobres sofrem tanto nas mãos do homem? Não nem explicar esta pergunta. As cidades são locais de tortura para os animais para uso ou divertimento pelo homem! E são sempre os mais nobres.
R. Nos Sutras ou Aforismos de Karmapa, uma seita derivada da grande seita dos Gelukpa (barretes amarelos) do Tibete, cujo nome pressagia os seus princípios — "os que acreditam na eficácia do karma" — um Upasaka pergunta áo Mestre por que a sorte dos pobres animais mudou tanto ultimamente. Nos tempos antigos nunca um animal foi morto ou maltratado nas redondezas de templos budistas ou outros templos na China e agora eles são assassinados e vendidos livremente nos mercados de várias cidades etc. A resposta é sugestiva:
A resposta para a pergunta acima está aqui resumida. Pode ser útil dizer, mesmo que desagradável, novamente, para alguns religiosos, que a culpa por este sofrimento universal recai inteiramente na nossa religião e educação ocidental. Todo sistema filosófico Oriental, toda religião e seita da antigüidade —bramânicas, egípcias, chinesas e, finalmente o budismo — inculcam a bondade e a proteção para com toda criatura viva, do animal ao pássaro, até aos rastejantes e até mesmo aos répteis. Tão-somente a religião ocidental mantém-se em isolamento, como um monumento do mais gigantesco egoísmo humano jamais desenvolvido pelo cérebro humano, sem uma palavra em favor ou para a proteção do pobre animal. Muito pelo contrário. Pois a teologia, sublinhando uma frase do capítulo jeovístico da "Criação", a interpreta como uma prova de que os animais, como todo o resto, foram criados para o homem! Ergo — o desporto tornou-se um dos mais nobres divertimentos da aristocracia. Daí os pobres pássaros inocentes feridos, torturados e mortos a cada outono aos milhões em todos os países cristãos, para recreação do homem. Daí, também, a crueldade desapiedada, muitas vezes a sangue-frio, na juventude, com cavalos e novilhos, a brutal indiferença com sua sorte, quando a idade os torna incapazes para o trabalho, e a ingratidão após anos de árduo trabalho a serviço do homem. Em todo país que o europeu entra começa o assassinato de animais e sua inútil dizimação."O prisioneiro já matou animais por prazer?", pergunta um juiz budista numa cidade fronteiriça da China, infectada por piedosos europeus clérigos e missionários, a um homem acusado de ter morto sua irmã. E tendo recebido resposta afirmativa, pois o prisioneiro era empregado de um coronel russo, "um grande caçador diante do Senhor", o juiz não precisou de qualquer outra prova e o assassino foi considerado "culpado" —como provou, justamente, a sua subsequente confissão.
Deve o cristianismo ou mesmo o cristão leigo ser responsabilizado por isso? Nenhum dos dois, mas o pernicioso sistema da teologia, longos séculos de teocracia e o egoísmo feroz que aumenta cada vez mais nos países ocidentais civilizados. O que se pode fazer?
27/03/2005
O Chöd
O Termo Chöd significa cortar com o objetivo de pacificar. Neste contexto é um método ímpar de olhar deliberadamente para as coisas de modo específico e assim libertar-se da fortaleza de pensamentos que nos aprisionam firmemente e a alto custo. A noção de ego, do que pertence ao ego. Pensamentos como "eu", "meu" e "meu corpo". A origem da tradição de Shib-chay Chöd se relaciona com a Tröma dos cinco tipos ou deidades iradas femininas que são manifestações extraordinárias de Samantabhadri, o Budha primordial feminino . Essas são, na verdade, Prajnaparamita (perfeição da sabedoria). Ensinamentos que foram espalhados nos reinos dos deuses. Gradualmente, uma linhagem de sucessivos e incontáveis Siddhas apareceu e trouxe esses ensinamentos para o reino humano. Entre esses Siddhas renomados, estavam Guru Dampa Gya Gar (Padampa Sangye) e Tod Pa Bhatra na Índia e Ma Chig Lab Kyi Drolma (Ma Chig Lab Dron) e outros no Tibet. Todos eles mantiveram a linhagem e disseminaram os ensinamentos, embora existam muitas variações de Chöd ensinadas pelos grandes lamas do Tibet.
terça-feira, 29 de abril de 2008
10 Dicas Para Se Dar Bem Numa Briga... Valentão.
10 dicas para se dar bem numa briga e não acabar no hospital por conta de sua pose de machão.
10- Não pense que você sabe lutar: você não sabe
Olha aí os durões brigando na escola
Se você nunca brigou, então não sabe brigar. Se só brigou no colégio, na 6ª série, porque o Godô quis roubar o seu lanche, então também não sabe brigar. Se não é treinado pelo exército, ou faixa preta de alguma arte marcial crível, ou se nunca brigou numa situação de perigo real contra alguém que estava disposto a te causar dano extremo, então você definitivamente nunca brigou, e não sabe brigar.
Sugiro que se acalme, e saia de fininho, a não ser que o outro cara seja tão inexperiente como você.
9- Corra
Procure a saída mais próxima antes que seu nariz pague o preço
Não fique lá.
É a única maneira 100% eficaz de não se ferir. A mais sábia das artes marciais se chama 100 metros rasos. Caso esteja sozinho, e sem precisar carregar nada, então ponha sebo nas canelas e saia de lá como se você estivesse no Carandiru e ouvisse a Choque entrando pela porta pra dar bom dia.
Só um idiota se lança numa situação de perigo real contra um absoluto desconhecido tendo outras alternativas.
8- Se lembre de que agressão é crime
A pose de valentão vai embora bem rápido
Só brigue se estiver certo.
No mínimo, Chegar às vias de Fato ( Lei de Contravenções Penais, Capítulo Especial, Artigo 21 , Parágrafo Único) , que é agredir alguém sem feri-lo, causa de 15 dias a 3 meses de prisão ou multa. Isto inclui um empurrão, soco, gravata, ou algo que o valha.
Lesão corporal dá de 3 meses a 1 ano, se causar dano grave, de 2 a 8 anos, e se for lesão seguida de morte, de 4 a 12 anos de cadeia.
E lá na cadeia você que tanto adora brigar vai ter bem o que quer. Mas lá vai ser por algo bem mais significativo do que alguém ter pisado no seu Puma. Vai brigar quem sabe pela sua vida e/ou virgindade anal.
Brigue somente em caso de legítima defesa e ponto final, seu cuzão encrenqueiro.
7- Lembre-se da santa trindade
Não estamos falando de rezar
Estão vindo com tudo? Não tem como fugir? Estão querendo te machucar pra valer?
Então lembre-se da santa trindade: Saco, Olhos, Garganta.
Acerte aí, mas só em casos de vida ou morte, caso contrário vai para a cadeia. Não existe herói ou faixa preta que aguente uma porrada forte em algum destes lugares. Dedo no olho vale. Joelhada no saco também. É a lei da natureza.
6- Improvise
Se virou briga de verdade, sem regras
Saleiro? Cadeira? Garrafa? Use.
Quando a luta é pela própria vida, vale absolutamente TUDO. Se está brigando e não é pela própria vida, então você é um idiota e merece a surra que vai levar.
Caso contrário, use o que estiver em mãos: faca, pedaço de pau, pimenta, bastão de baseball, copo de vidro, cadeira, mesa, monitor de computador, qualquer coisa que tiver à disposição.
5- Fique somente o tempo necessário
Alguém vai apanhar muito
Derrubou o cara? Saia daí. A polícia, os amigos dele, ou ele mesmo podem vir e te pegar ainda.
Atrás de um grande homem sempre tem mais uns três ou quatro homens maiores ainda.
4- Se for brigar, enlouqueça
Se for pra entrar, vá sem dó
Já ouviu o ditado “Pago pra não entrar, mas dou o dobro pra não sair”? Pois é.
Ninguém quer briga com alguém louco. Meu irmãozinho, um moleque de 58kgs, certa vez foi ameaçado por três caras enormes, que não queriam deixá-lo passar no corredor do seu dormitório. Ele foi para o quarto, voltou com um bastão de baseball, e desceu o na canela de um dos infelizes.
Nunca mais ninguém sequer olhou torto para ele.
Babe, xingue, grite morda, arranhe, chute, aja como se você fosse a Regan e o outro cara fosse o Padre Merrin com um frasco de água benta.
3- Quem anuncia é marca
Aja como se fossem bons amigos
Faça cara de que não é com você… chame o cara pertinho com cara de quem quer conversar na paz… e POW!, desça um bem no queixo dele. Um soco bem dado nessa região derruba qualquer um. Vá no queixo, e ponha o cara pra dormir.
2- Analise bem a situação
Mas vê se analisa rápido, pensar demais é um atalho entre a sua cara e o punho do outro
Antes de mais nada: examine o cara. Se ele tiver mais de 100kgs, um braço da grossura de um barril, tatuagens de prisão e uma cicatriz do tamanho de um taco de sinuca da ponta do pé até a testa, brigar não é o caminho mais indicado. Não. Você quer ser amigo dele. Amigo. Amigo. Shhhh. Isso. Amigo. Bom menino.
Examine o ambiente: você é um travesti afro-brasileiro que fala “oxente”, e está num bar de skinheads? Então saiba que se você tossir errado na direção de alguém , vai brigar com trinta.
O cara é pitboy? Os amigos dele não estão longe. Veja se os amigos dele estão por perto, dificilmente um parceiro vai deixar outro apanhar, portanto uma briga de um contra um em muitos casos vira a cena do Burly Brawl de Matrix Revolutions.
Só que você não é Neo e a vida não é Matrix. Você não vai ganhar de dois ou três caras a não ser que eles sejam molengas, leigos, frouxos, ou azarentos.
Calma aí, Escolhido.
1- Não brigue
Algumas pessoas acham que são super-heróis
Precisa dizer? Um embate físico expõe você a qualquer tipo de dano, inclusive mortal. Você não é Neo, Rickson Gracie, Mike Tyson , ou Bruce Lee. Uma lutinha à toa pode te colocar na cadeira de rodas pro resto da vida.
O melhor que pode acontecer numa briga é você sair ileso! Tem tudo a perder, e nada a ganhar.
Menção Honrosa: “Não soque a cabeça de alguém que está te mordendo”
Um sábio ditado africano.
Se você não entendeu, sugiro que guarde suas surras para as namoradas.
Subtraído na íntegra da Revista Papo de Homem
domingo, 27 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
LIVROS !!
- CRIAÇÃO CIENTÍFICA,MOLES ABRAHAM
- HISTÓRIA NATURALIS,VOLUME 1 E 2
- O SEGREDO DE LUÍZA,FERNANDO DOLABELA
- O TAO DO JEET KUNE DO,AUTOR BRUCE LEE
- SINDICATO E SINDICALISMO BANCÁRIO,ANALÚCIA VALENÇA
O que vc sente quando está no meio de uma briga?
Quem sou eu
LIVROS E FILMES,FAVORITOS!!!
- A Casa no Vale Emilie F. Carlén
- A Criança Nervosa Hector Charles Cameron
- Ada Cambridge Irmãs
- Braços Quebrados (literatura) - José Leon Machado (Edições Vercial, 2003)
- Capricho 43, (ficção) - Carlos Vaz, 2007
- Manu, a menina que sabia ouvir, (ficção) - Ende, Michel, 1973
- O Abastecimento de água do El Paso e Estrada de ferro Do sudoeste de Carrizozo para Santa Rosa, N. Mex. - Sociedade americana de Engenheiros civis: Transações, Não. 1170 J. L. Campbell
- O ALQUIMISTA,O GATO QUE PEGUOU UM LADRAO,filosofia do direito,o rapto do garoto de ouro,OS PENSADORES PRÉ-SOCRÁTICOS,OS PENSADORES(ARISTÓTELES,MAQUIAVEL,SHOPENHAUER,BACON,PASCAL),BREVIÁRIO DA CONFIANÇA,AOS SACERDOTES FILHOS PREDILETOS DE NOSSA SENHORA,E O CÉU SE FEZ,SENTINELAS DO APOCALIPSE,BÍBLIA SAGRADA.
- Um Baiano Romântico e Sensual - Gattai,Zélia, 2002
Terra ,noticias e imagens!!!
Para vc o Vale Tudo pode ser chamado de Arte Marcial?
O que vc espera alcançar com a arte marcial que vc pratica??
Qual sua arte marcial preferida
Homenagem a Bruce Lee..
Artes Marciais : Jeet Kune Do, Kung Fu (Estilos: Tradicional Wushu, Wing Chun, Tai Chi Chuan...), Karatê, Judô, Tae Kwon Do, Ju-jitsu, Boxe, Hapkido, Esgrima e várias outras artes marciais que estudou e aprofundou mais suas técnicas.



































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Obrigada